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O carpete do aeroporto de Portland ficou tão famoso que liderou um desfile

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O carpete original verde-azulado do PDX, com linhas roxas e azuis, ao lado do carpete substituto mais escuro, em 2015
Another Believer / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

·4 min de leitura·Cultura Pop·0 visualizações

O carpete verde-azulado do PDX, criado em 1987 como um mapa das pistas à noite, virou ícone cult, grande marechal de desfile e tênis antes de voltar em 2024.

Em 2015, um rolo de carpete velho de aeroporto foi escolhido grande marechal de um desfile que reúne mais de 325 mil espectadores. O carpete vinha do Aeroporto Internacional de Portland (PDX), no Oregon, onde um piso verde-azulado criado em 1987 tinha conquistado verdadeiros fãs, com mais de 20 mil fotos no Instagram sob a hashtag #pdxcarpet até o fim de 2014.

Tudo começou com um problema prático. Os funcionários estavam cansados do barulho constante de sapatos e malas nos pisos duros do terminal, então o Porto de Portland contratou o escritório local SRG Partnership para criar algo mais macio. Segundo a Portland Monthly, o codesigner Jon Schleuning visitou pelo menos outros cinco aeroportos antes e os achou tão utilitários quanto estações de metrô, forrados em tons de bege e aveia. Um deles, contou, tinha escolhido a cor para disfarçar bitucas de cigarro.

A SRG fez o contrário e apostou em azuis e verdes que lembrassem o noroeste dos Estados Unidos. O padrão de linhas finas roxas, azuis e vermelhas e pontinhos espalhados sobre o fundo verde-azulado é um mapa abstrato das pistas cruzadas do aeroporto, como os controladores de voo as veem da torre à noite. Os primeiros metros foram instalados em 1988 e, no começo dos anos 1990, hectares dele cobriam o terminal.

Por cerca de duas décadas, foi só um piso. Até que, na era dos smartphones, os moradores de Portland criaram um ritual: fotografar os próprios sapatos sobre o carpete ao embarcar ou voltar para casa. Jeremy Dunn, morador da cidade que criou meias com a estampa do carpete, disse ao New York Times que a foto tinha menos a ver com o desenho e mais com a sensação de estar de volta em casa.

O caso de amor chegou ao auge quando o aeroporto decidiu trocá-lo. O carpete gasto e manchado, cerca de 13 acres (uns 5 hectares), foi substituído por um desenho verde mais escuro num projeto de aproximadamente 13 milhões de dólares, iniciado em janeiro de 2015. Os fãs inundaram o Porto com pedidos de sobras, e ele ofereceu a empresas locais lotes gratuitos de cerca de 840 metros quadrados do material antigo. Pedaços acabaram à venda pela cidade, enquanto a estampa se espalhava por meias, camisetas e capacetes de bicicleta.

Naquela primavera, o Rose Festival transformou um rolo do carpete, apelidado de PeeDee, em grande marechal do Starlight Parade. No anúncio, relatado pelo Portland Tribune, o rolo chegou escoltado por agentes da Transportation Security Administration, com olhos de brinquedo, boné do PDX e cinto de segurança de avião. As autoridades disseram que 15,9 milhões de passageiros pisaram nele só em 2014, um recorde do aeroporto.

Um quadrado do carpete original verde-azulado do PDX exposto diante de grandes letras metálicas PDX numa arena de Portland
Pedaço preservado do carpete antigo em exposição no Moda Center, em Portland, em 2016. Another Believer, CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

A cultura pop veio atrás. Em maio de 2015, o astro do Trail Blazers Damian Lillard lançou uma edição PDX carpet do seu primeiro tênis assinado pela Adidas e, em 2022, o time apresentou uniformes City Edition com uma faixa inspirada na estampa do carpete.

A história tem final feliz. Quando o terminal principal reconstruído do aeroporto foi inaugurado em agosto de 2024, cerca de 560 metros quadrados do desenho verde-azulado estavam de volta, em áreas de espera antes da segurança. Segundo The Oregonian, ele foi fabricado do zero a partir de uma amostra do original, para que a cor e a altura do pelo fossem idênticas, e leva 24 semanas para ser produzido, cerca de três vezes mais que o carpete verde.

Sapatos e jeans de um viajante vistos de cima sobre o carpete verde mais novo do PDX, na clássica selfie dos pés
Uma clássica selfie dos pés no PDX, feita sobre o desenho mais novo em 2024. Jlazarch, CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Poucos lugares podem dizer que seu símbolo mais conhecido é algo em que as pessoas pisam. Portland pode, e os viajantes ainda param para olhar para baixo antes de embarcar.

Fontes: Portland Monthly (2013); The New York Times (2014); The Oregonian (2015); Portland Tribune (2015); The Oregonian, tênis de Lillard (2015); NBA.com (2022); The Oregonian (2024). Capa: carpete antigo e novo do PDX, 2015.

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